DADOS HISTÓRICOS
Foi em 1628 que Dom João Melo, bispo-conde de Coimbra, doou a mata do Bussaco aos primeiros Carmelitas que queriam fundar uma casa de Deserto: o "bos sacrum" (é uma das etimologias possíveis do nome do sitio). Duas pessoas com os conhecimentos de base indispensáveis deram o início à construção do convento no dia 7 de Agosto de 1628: o Frei Alberto da Virgem, irmão donato da Ordem e natural de Chaves, que conhecia arquitectura, e o Irmão António das Chagas, oficial de pedreiro. A vida regular da comunidade começa oficialmente no dia 19 de Março de 1630. Paralelamente à vida religiosa, os Frades Carmelitas desenvolverão intensa actividade de plantio e conservação da mata.

HOTEL
 

Situado no interior da majestosa Mata do Bussaco, conjunto botânico e paisagístico único na Europa, está instalado o Palace Hotel do Bussaco, um dos mais belos e históricos hotéis do mundo.
 
 
Inserido numa paisagem idílica, no interior da Mata Nacional do Bussaco, floresta implantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços no primeiro quartel do século XVII e que possui espécies vegetais do mundo inteiro, tais como o mundialmente célebre cedro do Bussaco (Cupressus Lusitânico).
 
 
O Palace Hotel lembra uma Torre de Belém rodeada por um imponente oceano verde, uma floresta mágica na qual se encontram igualmente fontes, capelas, miradouros, uma Via-Sacra e um Convento.
 
 
O edifício, expoente máximo do Neo-Manuelino, foi projectado no último quartel do séc. XIX pelo arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa. Colaboraram, em diferentes fases, os arquitectos Nicola Bigaglia, Manuel Joaquim Norte Júnior e José Alexandre Soares. Congrega, lavrados em pedra de Ançã, perfis da Torre de Belém, motivos do cláustro dos Jerónimos, arabescos e florescências do Convento de Cristo, aliando um gótico florido com episódios românticos e contrastando-o simultaneamente com uma austera severidade monacal.
 
 
O seu interior encontra-se ricamente ornamentado com notáveis obras de arte dos grandes mestres portugueses da época. A belíssima colecção de painéis de azulejos do mestre Jorge Colaço, evocando Os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, as graciosas esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, as admiráveis telas de João Vaz ilustrando versos de Os Lusíadas, os frescos de António Ramalho ou as valiosíssimas pinturas de Carlos Reis, entre outras. O seu mobiliário, verdadeiro património museológico, inclui raras peças portuguesas, indo-portuguesas e chinesas, realçadas por faustosas tapeçarias.
 
 
O hotel possui um dos melhores e mais refinados restaurantes de Portugal quer quanto às especialidades regionais e internacionais, quer quanto à sua garrafeira própria, constituída pelos vinhos do Bussaco, de renome mundial.
 
 
Uma estadia no Palace Hotel do Bussaco corresponde a uma experiência verdadeiramente única. O espírito de autenticidade, a perfeição encontrada e o recolhimento usufruído, criam a quem alguma vez se instalou no Palace Hotel do Bussaco, uma sentida saudade.
 

 
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